quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Painho.

Quando eu era pequeno, torcia para ficar doente só para sentir a mão quente e segura do meu pai na minha testa medindo a temperatura. Era um dos momentos que eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo. Um momento mágico onde eu podia sentir todo o amor do pai. O cuidado. O ser protegido. O ser curado. Só com aquele toque já me sentia curado. Novo. Meu corpo se tomava de tanta felicidade que a doença sumia no final do suspiro que eu soltava. Ontem não foi diferente. Senti novamente o toque do Pai. Mas não foi do meu pai. Foi do Papai do céu através de um outro pai. “Painho”, jeito carinhoso que o meu irmão chama nosso professor Wagner Borges. Um dos vários jeitos carinhosos de se chamar uma pessoa querida. Muito querida. Que mostra o caminho certo. Que enche a vida da gente de conhecimento, discernimento e sentido. Assim eram chamados os mestres e gurus antigamente. Mas hoje a gente chama de professor apenas. Chama da boca pra fora. Porque da boca pra dentro está em constante reverência. E sente um amor profundo por ele, sim. Grande demais. Uma mistura de gratidão pelo Papai do céu ao papai aqui da Terra. E foi nessa aula de ontem que voltei novamente a ser criança. Quando ele tocou a minha testa e me levou a um estado alterado de consciência. Que me fez perceber a grandiosidade do Papai lá do céu e, ao mesmo tempo, desse papai aqui da Terra. E então meu coração se encheu novamente de uma felicidade tremenda. E a gratidão transbordou por ele. E no final do suspiro que soltei, eu estava curado.

Namastê painho.

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