quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Painho.

Quando eu era pequeno, torcia para ficar doente só para sentir a mão quente e segura do meu pai na minha testa medindo a temperatura. Era um dos momentos que eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo. Um momento mágico onde eu podia sentir todo o amor do pai. O cuidado. O ser protegido. O ser curado. Só com aquele toque já me sentia curado. Novo. Meu corpo se tomava de tanta felicidade que a doença sumia no final do suspiro que eu soltava. Ontem não foi diferente. Senti novamente o toque do Pai. Mas não foi do meu pai. Foi do Papai do céu através de um outro pai. “Painho”, jeito carinhoso que o meu irmão chama nosso professor Wagner Borges. Um dos vários jeitos carinhosos de se chamar uma pessoa querida. Muito querida. Que mostra o caminho certo. Que enche a vida da gente de conhecimento, discernimento e sentido. Assim eram chamados os mestres e gurus antigamente. Mas hoje a gente chama de professor apenas. Chama da boca pra fora. Porque da boca pra dentro está em constante reverência. E sente um amor profundo por ele, sim. Grande demais. Uma mistura de gratidão pelo Papai do céu ao papai aqui da Terra. E foi nessa aula de ontem que voltei novamente a ser criança. Quando ele tocou a minha testa e me levou a um estado alterado de consciência. Que me fez perceber a grandiosidade do Papai lá do céu e, ao mesmo tempo, desse papai aqui da Terra. E então meu coração se encheu novamente de uma felicidade tremenda. E a gratidão transbordou por ele. E no final do suspiro que soltei, eu estava curado.

Namastê painho.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dance.

A vida é uma dança. Dança com ela quem quer. Quem não quer dança também. Mas fora de compasso. Fora de sintonia. E daí a dança da vida fica sem ritmo. E o dançarino se perde e se machuca. Pisa no próprio pé. Pisa no pé dos outros e estraga a dança de quem está dançando bonito. Mas aí vem o maestro e muda o ritmo. Põe um compasso mais forte. Muda a música da vida para algo mais difícil de se dançar. Aí então, o dançarino se machuca de vez e não consegue mais dançar. Aí, a gente aqui da platéia, fica torcendo para que ele pegue o ritmo e volte a dançar lindamente. Do jeitinho que ele dançava antes de vir para cá.
A música da vida nunca vai deixar de tocar. Você dançando no ritmo ou não. Mas que vai ter um monte de gente na platéia torcendo para você fazer bonito, isso vai. E gente que não vê a hora do espetáculo da vida terminar para aplaudir você de pé.

Que sua dança seja belíssima. Que o grand finale seja esplêndido. Assim você faz bonito de uma só vez para que seu show tenha bis. E quem sabe em outros palcos de outros planos em outros ritmos mais lindos e fascinantes do que esse.

Dance meu amigo. Dance muito e seja bravo, bravíssimo nos palcos da trilha sonora espiritual.

(aplausos)


PS: Depois de uma prática espiritual, senti uma necessidade muito grande de dançar. Foi como se algo me levantasse e dissesse: dance. Dance e solte as amarras energéticas do seu corpo. Assim você “limpa” até mais eficazmente a sugeira psiquica que está encrostada no seu campo aurico. Então dancei. Estava sozinho no salão da Origens pegando carona na energia depois de uma aula de yoga do Enki. E deu para perceber algumas entidades ali dançando comigo. Aí lembrei de algumas práticas que a Marisa já fez que se chama biodança. Enfim, depois disso veio a vontade de escrever. Não foi uma psicografia, foi mais uma canalização de algo que estava rolando ali, intuitivamente mesmo. Então dei vasão pra isso e fui no ritmo do lance...rs.

Foi maravilhoso. Como sempre é.

A senda espiritual é um caminho as vezes difícil de trilhar. Mas quando a gente entra nele pra valer, ganha alguns presentes incríveis. E aí só fica a gratidão pela paciência desses “caras” em aturar as vezes as nossas tolices e infantilidades emocionais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

É isso aí.

É isso aí, minha gente. É assim mesmo que tem que ser. Nasce, morre, nasce de novo morre outra vez. E assim vai que vai. Um dia após o outro com a certeza de que a passagem vai acontecer. A descascagem do corpo físico vai acontece uma ora ou outra. E quer saber? Ainda bem. Porque imagine vive aí do jeito que ocês vive. Correndo atrás das coisas como doidos sem prestar atenção nas coisas mais importantes da vida. Esquecendo a espiritualidade. A verdade da vida. O motivo pelo que vieram. E não é pra ficar rezando que nem louco, não, repetindo palavras ao ar à toa, não. Não é religião não. É se ligar ao belo da vida. A essência da energia cósmica que permeia tudo e todos atravessando essa massa cinzenta avermelhada que cobre a cabeça docês de tanta bestera que insistem em se apega nessa vida. É isso mesmo que tô falando, meus amigos e minhas amigas. Tô sendo duro porque as vezes tem que ser, fazê o quê? Porque se eu num sô pra abrir a mente de você, vem a vida e é. Aí doí. E dooooí pra valer. Então prefiro, as vezes, dar uma dura dessas pra despertar vocês e pra que a vida não tenha que machucar. E quando as coisas da vida vierem acontecer, você, ao invés de chorar, abre um sorrisão feliz da vida e enche o peito de luz agradecendo a oportunidade da vivência que teve. Sei que dói, que parte o coração. Mas não esquenta não, limpa a lágrima e solta o sorrisão que logo logo vocês vão se encontrar e brincar de montão. Ah, se vão. Pode ter certeza que vão. A vida é mágica, é sagrada. É maravilhosa pra gente aprender. Num carece fica triste, não. Levanta essa cabeça e continua na sua caminhada, minha amiga, que a vida tá aí com tudo pra transformar você. E transforma. Vai transformá. De um jeito ou de outro. Pode chorá, pode esperniá. Que a transformação vai rolá. Essa lagarta aí vai uma borboleta virá. Ah se vai. Aí você vai voar colorida pela vida daí e pela vida daqui. Levando alegria e brilho pra todo lugar. Fluindo feliz da vida. Respire fundo e vem comigo nessa maravilha que é viver e aprender. Agradeça ao papai do céu por isso e olhe seus filhos nos olhos, sua campanheira, seu companheiro com carinho. Lembre das coisas boas da vida. Das árvores, das flores, das coisas simples e puras. Se ligue nisso, minha gente, e vamo caminhando pra frente. Que atrás vem gente. Empurrando a gente pra frente. Sempre pra frente. Com a certeza do aprendizado que vem adiante. Pra gente sair do casulo e virar borboleta gigante. Força e vamo avante, meu amigo viajante.

Calunga


psicografado em 24/09/2007.