Eram mais ou menos dez e meia da noite. Eu estava com meu filho pequeno, ele tinha um ano e três meses na época, em Jundiaí, no meu quarto. Ele já com bastante sono, coloquei uma música com mantras lindíssimos que sempre coloco para ele dormir. Enfim, enquanto estava ninando o menino, habitualmente elevo os pensamentos a uma força maior, penso em Brahma, Deus, Budha, Krisna, Jesus e um monte de caras legais, isso acalma meus sentimentos e de uma maneira ou de outra passo isso para o sono do meu bebê. Bem, tudo corria bem. Coloquei o Cauã no berço do lado da minha cama e deitei. Me preparei como faço também habitualmente e comecei um trabalho de bioenergia. Mas sentia algo esquisito no ambiente. Não conseguia me concentrar, não conseguia pulsar luz em nenhum chacra. Nesse momento a música começou a me incomodar. O Cauã gemia inconfortável no berço. E percebi um vulto, uma silhueta de uma entidade dentro do quarto. Até me levantei um pouco serrando os olhos para enxergar melhor. Meu peito se encheu de medo, um receio junto com um sentimento de angustia. Na mesma hora o Cauã deu dois pulos no berço junto com um grito de susto. Senti uma corrente energética correndo por todo o meu corpo. Uma sensação que já tive quando há presença de entidades grosseiras e densas próximas de mim. Meu bebê ficou de pé no berço quietinho. Controlando muito minhas emoções, me levantei, peguei meu bebê no colo e o acalmei. O ambiente estava repleto de medo. Meu coração batia forte, mais uma sensação que me ocorre nessas situações. Pensei num mantra para tentar quebrar isso. Ganesha. Om Nama Ganeshaya. Proteção. Ninei o Cauã entoando esse mantra dentro do peito e no chacra frontal. Melhorou um pouco. O Cauã deu um suspiro e percebi que estava mais calmo. Coloquei ele no berço e voltei para a prática. O sentimento dentro de mim foi muito confuso. Sentia medo, depois raiva, me controlando entre milhares de pensamentos: mantras, amparadores, raiva e vontade de enfrentar, tudo isso muito rápido e também sem muita força interna. Percebi que esses sentimentos não eram meus. Via imagens de aranhas dentro do berço do Cauã. Imaginava ele gritando e sendo picado por elas. Mas perai, eu tenho muito medo de aranha! Essa entidade está projetando essas formas mentais em mim para me descontrolar emocionalmente e continuar a obsessão. Firmei os pensamentos nos mestres e amparadores. E foi aí que percebi coisas muito importantes para o meu aprendizado. Percebi que não adiantava eu chamar ou clamar ou rogar por mestres e amparadores se o meu sentimento era inferior. Estava sentindo muita coisa ruim dentro de mim para conseguir acessar qualquer tipo de fluido ou energia mais sutil. Não tem ligação. Isso eu aprendi e li em vários livros e cursos que faço, mas nunca havia presenciado na prática a importância de estar bem internamente, estar inteiro e centrado. Bem, continuei tentando algumas práticas de ativação de chacras e tal, mas nada adiantava. Então me veio uma idéia: vou fazer um E.V (Estado Vibracional), onde a gente movimenta a energia da cabeça aos pés, indo e voltando bem rápido. Comecei. O E.V, foi sensacional, fui sentindo a energia se movimentar, na minha mente coloquei pensamentos de amorosidade e compaixão e fui me acalmando. Senti a energia melhorando. Ficando mais solta e mais branquinha. O chacra frantal se ativou e as palmas das mãos começaram a formigar. Nesse instante senti uma alegria enorme. Foi como se todos os amparadores e mestres que havia clamado a momentos antes entrassem de uma vez no quarto. Aí fluiu maravilhosamente bem. Continuei o trabalho de energia e rolou uma assistência bem bacana. Com muito carinho e cuidado com tudo e todos que estavam aqui no ambiente. Eu fui amparado, meu filho e a entidade que estava aqui, também. Bem como todos os meus familiares que estavam aqui em casa. Porque essa luz envolveu a casa todo. Dava para ver de cima uma bolha de luz branco e violeta abraçando tudo. Foi ótimo e me trouxe muita informação a respeito de mim, de meus sentimentos e de meus estudos espirituais.
Percebi que não adianta sabermos todas as práticas, todos os mantras e termos os nomes e fotos dos amparadores grudados na mente e no quarto, se no peito existe escuridão. Que não adianta clamarmos por Jesus, Budha, Babji ou seja lá quem for se no coração não tem luz e compaixão. É como falar outra língua. Essas caras falam apenas uma língua: a do amor. E quando eu quiser entrar em sintonia com eles terei que pronunciar Seu nome nessa língua. Do contrario serão apenas nomes e rostos em quadros acumulando poeira no meu quarto e na minha mente.
Hoje acordo mais feliz e mais confiante. Com uma gratidão enorme no peito e com um mantra na mente: obrigado Senhor. Obrigado pelos amigos que me ensinam aqui no plano terrestre. Pelos amigos que me orientam e me ensinam no plano espiritual e a espiritualidade pela dádiva e maravilha que é. Também acordo com a certeza do caminho escolhido e a percepção de que estou apenas engatinhando dentro disso tudo.
Obrigado Senhores.