terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rádio


A vida é assim, como uma rádio que você sintoniza a estação que quiser. Tem tudo quanto é tipo de estação nessa rádio: rock, heavy metal pesado, bem pesado. Tem música clássica, new age e música infantil. Tem de tudo. E você sintoniza com a que quiser.

Hoje vocês estão sintonizados na rádio do amor. E quando vocês sintonizam essa estação, as ondas de amor fluem por essas notas e acabam chegando em pessoas que estão sintonizadas com as rádios mais pesadas. Mas essas ondas sonoras são tão lindas, tão harmoniosas que essas pessoas acabam mudando a frequência da própria sintonia, mudando para essa, que vocês estão agora. E assim são tocadas no fundo. São contagiadas pela melodia dessa rádio divina de amor incondicional. Aí viram crianças, dançando nessa sintonia de pura alegria e amor. E essa música cura. Entra pelo coração e se espalha para o corpo todo. E a pessoa nessa frequência fica melodiosa, amorosa dos pés a cabeça. Porque as notas de um amor profundo toca o coração delas. Notas que, muitas vezes, elas nunca sentiram, nunca escutaram. E carentes desse amor elas choram e se transformam nessa melodia.

Hoje, o mundo está sintonizado numa onda de medo, desesperança e tristeza. A atmosfera está impregnada dessa frequência psíquica. Mas felizmente tem pessoas como vocês, aqui agora, e em vários outros lugares do mundo, sintonizadas com o amor divino. Na frequência do Pai Maior.

Felizmente.

Obrigado em nome da luz. Em nome do amor.

E que as notas da flauta de Krishna toque o coração de todos. Hoje e sempre.


(texto psicografado por Leandro Dolfini em trabalho de grupo de assistência espiritual realizado no IPPB dia 29/11/2012)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

No colo de Manitu.

Um índio veio até mim, me falou coisas que eu precisava ouvir. Coisas que se fala pra alma. Que chega suave mas toca fundo, na raiz da gente. Que quando a gente escuta, fica sem chão. Deve ser porque é dito com o coração. Mais do que isso. Mais do que um irmão, um pai, uma mãe. Bem mais. E quando fala assim não dá pra ficar indiferente. Muda tudo. Muda de dentro pra fora. E a gente desaba. Como uma árvore velha que se estraçalha e quebra pelo vento. E aquilo foi brisa. Uma vez no chão a gente chora. Um choro que vem não sei de onde, não sei de quantos “eus”. Do eu de hoje, do eu de ontem, do eu de sei lá quantas vidas. Mas sai tudo pra fora. Dói um bocado. Normal, faz parte da coisa. Algo precisa se quebrar pra gente consertar. Mas num lance desses ninguém fica sozinho, não. Porque ele me pegou no colo. Me deitou na grama, a mesma grama fofa que ele batia com as mãos e cantava pra Manitu. E foi aí que percebi que quem me aninhava não era ele, mas o Grande Espírito. Então, aí eu não sabia mais onde terminava a pele das minhas costas e onde começava a superfície da terra. O fogo que envolvia o meu corpo, agora era suave, verdinho, pequeno. Poderoso. Curava de leve algo em mim. Tentava me levantar, mas estava tão unido aquilo que a vontade existia como vontade apenas, músculo nenhum se mexia, nada. Era como se biologicamente algo tivesse perfeito. Era pra ficar ali, do jeitinho que eu estava. Queria ficar ali pra sempre. Que saudade de algo que não sei o que é. Saudade de se tornar parte desse todo de novo. E o aprendizado disso tudo é que o verdadeiro dono de alguém é só Ele, Manitu, o Grande Espírito. Dono de mim e de você.