sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tudo começa agora.

São mais ou menos dez e meia da noite. Filhote dormindo no quarto ao lado. Me levanto e me preparo para o meu sono. Coloco um CD de Reiki para fazer uma auto aplicação. Uma hora depois, me levanto muito mais leve do que quando tinha me deitado. Fecho as janelas. Dou um beijo na criança e me deito. Mas me deito com a vontade de me sentar na cama para meditar. Como costumo fazer regularmente antes de dormir. Assim que me deito pensando nisso, me sento e começo a minha meditação. Mas assim que fecho os olhos, escuto bem próximo ao meu ouvido um zumbido de chocalho ritimado, bem forte, como aqueles usados pelos índios xamânicos, sabe? Sinto medo. Mas no momento que sinto esse medo é que percebo que tem algo estranho. Olho para a cama e me vejo deitado lá do jeitinho que deitei no início. Nesse momento começo a lembrar, como numa fração de segundos, das milhares de aulas e frases do Wagner nas aulas de projeção. Me lembro até do medo, que é um padrão que me tirava das experiências que estudo a anos. Mas dessa vez foi diferente, bem diferente. Tudo isso acontecendo numa fração de segundos. E o zumbido aumentando cada vez mais. Nessa hora uni minhas mãos em anjali mudra, e como se respirasse fundo, expandi minha energia para todo o quarto. E o mais fascinante, foi que pude ver o meu corpo espiritual se contraindo quando inspirei, perdendo a forma humanóide, e em seguida se expandindo para todo o quarto. E aí percebi também a plasticidade do corpo espiritual. Vivi essa plasticidade. E o zumbido continuou mais e mais forte. Associei a energia xamânica que tanto gosto. Isso é um estado vibracional, pensei. Mas, ao mesmo tempo, percebi uma presença extrafísica no quarto. Senti mais medo. Pense no amparador, pense no amparador, intui. Ramatis, Ramatis, Ramatis. Nessa hora um contentamento tomou conta de mim como de imediato e: uhruuuu estou fora do corpo, mesmo! Aí me joguei, literalmente, para tras. Fiquei de costas entre o colchão e o chão do quarto, de ponta cabeça. A única coisa que via eram as luzes digitais do meu som ligado. Olhei para o teto e lembrei da volitação. De súbito subi flutuando para lá olhando o quadro que tenho na cabeceira da minha cama com fotos de vários mestres espirituais. Mas o que mais me chamou a atenção foi ver o quadro do ângulo que eu estava vendo. Foi ver o quarto lá de cima. Olhei para a porta do quarto do meu filho lá embaixo e vi a luz acesa. Mas uma luz muito mais forte do que a do abajour. Tive medo de olhar. O que queria mesmo era atravessar a parede em direção a sala para ver a Marisa que estava lá. Até porque, tudo isso acontecendo e eu escutando tudo o que estava se passando na casa. Isso eu não sei como explicar. Mas quando tentei atravessar a parede, bati num tipo de campo, não passava. Não conseguia atravessar. Aí me lembrei de outra aula. Pensei que podia ser condicionamento mental. Sei lá. Olhei para o meu corpo deitado na cama e voltei para ele. Não fiquei encarando ele não, era esquisito. Via como se fosse da cabeça para baixo, só. Deitei em cima dele, tamanha minha ansiedade de levantar e contar para a Marisa o que tinha acabado de acontecer. Até porque não conseguia atravessar a parede. Que mané que fui, mas só percebi isso depois. E forcei bastante para despertar meu corpo físico. Não dava, foi muito difícil. Eu tentava levantar e apenas meu espírito levantava, o corpo continuava lá. Mas uma hora consegui e levantei. Daquele jeito, né? Apertando o meu corpo com as mãos para ver se era eu mesmo com o corpo ou eu mesmo sem o corpo. Minha mãe. Eu estava mais pra lá do que pra cá. Levantei cambaleando , desci a escada e falei: Ma do céu. Ela tomou um susto quando viu minha cara. Porque imagina: alguém parando na sua frente sem saber se realmente está na sua frente. Pensa na cara desse sujeito. Pois é, coitada da Marisa. Bom, contei tudo para ela. Numa mistura de fascínio com entendimento. Um entendimento que estava se ajeitando na minha cabeça. Porque vou te falar, viu. O estudo é muito, mas muito importante, porque te dá um milésimo de referência do que realmente é a parada. Imagina sem ele. Foi maravilhoso. Me arrependi muito depois de ter voltado para o corpo. Mas aprendi que tem ainda um monte de coisas que preciso aprender para aproveitar mais essas experiências. Mas o maior aprendizado que tive disso tudo, foi que o “bagulho é loco”, dizendo bem o português claro. E que a mente física tem que ir se adaptando a informações que ela não está acostumada a ter. Fisicamente, mesmo. Senão a mente pira. E também vem uma gratidão enorme pela vida dar uma oportunidade de estar próximo a pessoas como essas e estudar assuntos espirituais. Putzgrila. Como sou grato. E agradeço a cada segundo que estive dentro de uma sala de aula estudando temas espirituais e a cada letra de palavras das centenas de livros que já li. Porque naquela momento que a coisa está acontecendo na prática mesmo é que a gente acessa as informações todas. Para você ter uma idéia, eu escutava como vindo do meu inconsciente a voz do Wagner. Como se trechos de aulas viessem a tona. Ok, talvez fosse um amparador aproveitando isso e jogando essas palavras intuitivamente da minha mente. Talvez não. Mas seja lá o que for, funciona. E quer saber? Quero mais, muito mais. Porque percebi que depois de uma experiência como essa, tudo começa de novo, do zero. Mas mais forte, mais consciente. Mais verdadeiro e mais consistente dentro de mim.

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