As coisas são mais simples do que a gente imagina, mesmo. Simples demais até. E quem complica as coisas somos nós mesmos. E não é astro ou estrela ou espirito tal ou guru sei lá da onde que vai mudar alguma coisa na vida da gente. Sabe por que? Porque a única lei que impera nesse plano é a de causa e efeito. Simples assim. Por isso não adianta a gente querer que as coisas em volta da gente mudem sem que mudemos também os nossos atos. Como você quer um resultado diferente se as atitudes e escolhas são sempre as mesmas? Por isso, antes de mais nada a gente tem que mudar algo dentro da gente para que fora também mude. Eu sei, já disseram isso milhões de vezes e vão continuar dizendo. Sabe por que? Porque não entra. Tem coisas que são ditas para gente que não surtem efeito interno, ficam apenas no ouvido. Entram por um lado e sai pelo outro. Então não percebemos em nós mesmos o que está se repetindo, porque estamos o tempo todo preocupados em olhar para fora, culpar o outro, sendo que a resposta está dentro. Linda a frase, né? Pois é, tive que escutá-la um milhão de vezes para entender. E só realmente entendi quando parei, sentei a bunda na cadeira e comecei a olhar para mim, para as minhas atitudes e para as escolhas que estava fazendo na vida. Aí sim percebi que várias delas davam os resultados que eu não queria mais. Porque a gente só muda quando alguma coisa incomoda. Quando o bicho pega. Aí paramos para querer mudar. Porque do contrário fica do jeito que está, não causa nada, mesmo. Então tá valendo.
Mas tem coisa que é muito difícil de mudar na gente. Muito difícil, mesmo. Primeiro que sozinho é quase impossível, até porque, dificilmente vemos as coisas que fazemos, não enxergamos, passam batidas. E segundo, porque estão enraizadas na gente de muito tempo.
Conheço muito pouco sobre a espiritualidade, na verdade foi estudando que percebi que quanto mais a gente sabe, menos a gente sabe, também. E olha, a espiritualidade é ralação, é bem diferente do que as pessoas pensam que é. O que a maioria das pessoas fazem é também da boca para fora, é para tapar buraco. É muito ego, orgulho e pagação de sapo, mesmo. Caí em várias armadilhas, também. Mas graças a Deus tenho uma sorte danada de ter um grupo de gente muito bacana do meu lado. Gente de peso, mesmo. Mas a espiritualidade real é simples, porém muito complexa. Envolve muita coisa, muita gente, e é um trabalho muito, mais muito maior do que se pode imaginar. E no caminho fui descobrindo muita coisa, e aberto a escutar muita coisa também. As vezes, quando falo ou dou um exemplo envolvendo a espiritualidade, alguém sempre me diz o seguinte: “Isso aqui é a Terra, a gente tem que viver aqui e não lá do outro lado”. Claro, tem toda a razão, estamos mesmo vivendo aqui, mas envolvidos totalmente por uma força invisível que desconhecemos completamente. E é exatamente essa força que define tudo o que experimentamos aqui na Terra. Então, como posso eu viver aqui nesse plano, sem ao menos conhecer as leis e tudo o que define o que experimento nesse vida? Ou seja, tudo o que está envolta de você vai continuar existindo, meu amigo. As brigas, as doenças, as injustiças (isso no nosso ponto de vista porque na real tá tudo como tem que ser), as faltas, enfim, as coisas que estão em parte do jeito que a gente quer e também do jeito que a gente não quer. Porém, o importante é como nós lidamos com tudo isso. Como vivemos com esses altos e baixos. Agora, de duas uma: ou a gente aprende a criar uma “paciência” e “tolerância” gigantesca sobre esses altos e baixos da vida, ou começamos a olhar para dentro. Não tem outra alternativa. Sidarta (Budha), por exemplo, não estava disposto a criar essa tal paciência e tolerância sobre as coisas da vida. Ele foi lá, sentou a bunda e olhou para dentro. Olha o que aconteceu com o cara. Claro que ninguém aqui, nem eu nem você vai se tornar um Budha ou coisa parecida. Mas olhando para dentro a gente entende várias coisas que incomodam do lado de fora. Ou seja, olhe para dentro, procure vivênciar experiências e o que for que te leve a olhar para dentro. Faça terapias, yoga, vivências ou seja lá o que for, mas olhe para dentro, olhe para você e pare de olhar para fora, pare de olhar para o outro. Porque a morte não muda nada, meu amigo. Nada. A gente é do lado de lá exatamente o que somos do lado de cá. Somos o que sentimos e o que pensamos. Então cuide da alma, my friend.